SABE MAIS, DECIDE MELHOR!
O Projeto
O “Sabe mais, decide melhor!” é um formulário online, anónimo e confidencial que tem como objetivo o esclarecimento de questões sobre sexualidade.

Submete todas as tuas dúvidas através do formulário para que estas possam ser reencaminhadas para profissionais de saúde especializados no tema.

Toma uma decisão informada e consciente.

PERGUNTAS E RESPOSTAS
tempo de espera máximo até à publicação da resposta: duas semanas

Quais as Infecções Sexualmente Transmissiveis (ISTs) que merecem tratamento do parceiro/s sexuais, caso o diagnóstico seja realizado na mulher?

Tricomoniase, Sifilis, Neisseria gonorreia, Clamydia.

Fazer sexo faz mal? Quantas vezes por semana é aconselhado?

Fazer sexo não faz mal. Não existe um número aconselhado, isso depende das pessoas envolvidas.

Sexo oral pode provocar problemas de saúde?

O sexo oral é definido como o contacto dos lábios, boca ou língua com o pénis, genitais femininos ou o ânus de outra pessoa. Muitas ISTs incluindo infecção por Chlamydia, Gonorreia, Sífilis, HPV, HIV, Herpes simplex 1 e 2 são transmitidas através do sexo oral. Pelo que a utilização do preservativo é recomendada. Na actividade sexual entre indivíduos do sexo feminino a prevenção pode ser feita com Dental Dam, protector de língua ou preservativo convencional.

Quais são as maneiras de tratar o vaginismo?

O vaginismo define-se pela presença de contracções involuntárias persistentes ou recorrentes da musculatura do terço inferior da vagina, o que impede introdução do pénis, dedo ou espéculo.

O vaginismo pode ser primário ou secundário (após um período de função sexual normal). Pode também ser global (ocorre em todas as situações e com qualquer objecto) ou situacional (por exemplo, pode ocorrer com um parceiro, mas não com outros)

É mais frequente em mulheres com desejo sexual hipoactivo e com aversão sexual.

Etiologia: psicossocial (mais frequente), distúrbios ginecológicos e alguns fármacos.

Tratamento: O tratamento mais eficaz é a combinação de psicoterapia cognitiva e comportamental conhecida como dessensibilização sistemática que se baseia em técnicas de relaxamento muscular profundo, nomeadamente através da introdução de dilatadores de diâmetro crescente na vagina. O objectivo é que a paciente fique dessensibilizada em relação ao medo que tem de que a penetração vai ser dolorosa. Simultaneamente estes exercícios permitem que a mulher tenha a sensação de controlo para que as contracções vaginais não sejam uma resposta automática à penetração. Há ainda a possibilidade de fisioterapia do pavimento pélvico.

Existem evidências anatómicas e fisiológicas que suportam a existência do ponto G, ou este não passa de um mito?

Não existem evidências da existência do ponto G. É um mito.